Tamanho da Fonte Agência Estado 12/06/2012 às 19:14
Convencido de que a cúpula do PT perdeu o controle sobre o racha do partido em Pernambuco, o governador e presidente do PSB não quer se desgastar com a briga petista nem pagar a conta política da intervenção no diretório do Recife. A executiva nacional do PT interveio na tentativa de garantir a candidatura do senador Humberto Costa (PT) à prefeitura do Recife e tirar do páreo o prefeito João da Costa (PT). Mas a interferência não pôs fim ao impasse.
"O prefeito resistirá até a última gota de sangue pelo direito de disputar a reeleição", afirmou hoje o deputado Fernando Ferro (PT-PE), expoente do grupo que apoia o prefeito. Como o veto à reeleição foi decidido em São Paulo, João da Costa não aceitou ser retirado da disputa pelo "comissariado paulista" e organizou uma resistência que ganhou contornos de rebelião.
É este clima de guerra interna no PT que afugentou Campos e seu PSB. Amigos do prefeito insistem na tese de que ele vai lutar pelo direito à reeleição em qualquer foro, inclusive na Justiça. "Ninguém pode cruzar os braços e se calar diante de uma truculência", justifica Ferro, ao argumentar que a interferência dos paulistas cria uma jurisprudência muito perigosa no PT. "Nossa reação tem um caráter cultural, educativo, em defesa da democracia interna e contra golpes de força em qualquer regional de qualquer parte do País".
O deputado entende que uma eventual maioria não pode comandar o partido "como se fosse um feudo", e protesta. "Já derrotamos o velho coronelismo no Nordeste e agora temos que combater o novo coronelismo paulista. Tem uma geração de coronéis do asfalto e precisamos reagir a ela".
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