Tamanho da Fonte Ivan Richard Agência Brasil
Com a proposta, disse o ministro, a ideia é de que a receita dos Correios, hoje
em R$ 12,5 bilhões por ano, cresça algo em torno de 50% no prazo de um ano e
meio. De acordo com Hélio Costa, a proposta apresentada ao presidente muda o
regime jurídico dos Correios, que deixaria de ser uma empresa pública de
direito privado para torna-se uma empresa de sociedade anônima de capital
fechado.
?Estamos propondo a mudança porque estamos perdendo cerca de R$ 400 milhões de
correspondências por ano que são entregues normalmente pelos Correios, uma vez
que a modernização dos sistemas de comunicação eletrônica têm custado aos
Correios clientes importantes?, disse o ministro ao final da reunião com Lula.
?Queremos mais flexibilidade para se modernizar e competir com empresas
estrangeiras do setor e resolver alguns problemas clássicos dentro da empresa,
como no caso de logística?.
Uma das mudanças previstas, é a possibilidade das agências dos Correios
venderem, seguros e recarga de celular, que hoje são proibidas.
?Temos que modernizar a empresa para recuperar os clientes, aumentar nossa
receita anual, caso contrário, os Correios estão fadados, em dois anos, a ser uma
carga pesada para o governo?, alertou o ministro.
Outra alteração prevista na proposta, de acordo com o Hélio Costa, é a
possibilidade de os Correios atuarem no exterior. ?Nesse momento não temos
essa capacidade. Hoje, somos os principais consultores dos correios
latino-americanos e, no entanto, não podemos ter
atuação no exterior?.
Segundo ele, a proposta vai permitir que a empresa tenha uma atuação ?mais
presente? principalmente na captação de remessas de valores dos brasileiros que
moram foram do país, que chegam, por ano, a US$ 6 bilhões.
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