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Distrito Federal quer mais trabalho e menos discurso

Gim fala sobre o que realizou no Senado e a parceria com o governo federal

Tamanho da Fonte      Redação Mais Comunidade 17/02/2014 às 18:24

[credito=Foto: Ariel Costa]Os poucos mais de seis anos de mandato de senador alçaram Gim Argello (PTB-­DF) a um patamar de destaque na política nacional. Líder de uma bancada de 14 senadores de quatro partidos, Gim é presença constante nas reuniões políticas do Palácio do Planalto, o que acaba lhe proporcionando uma posição privilegiada na hora de defender os interesses de Brasília.

O que foi feito no DF e merece destaque?

Olha, principalmente o volume de recursos, mais de 18 bilhões de reais nos últimos dois, três anos. É dinheiro para obras como o BRT. Para o asfaltamento de regiões mais carentes do DF, e também para a saúde, como novas UPAs. Em resumo, uma infinidade de obras que só estão sendo possíveis, graças ao governo federal.

Pode-se dizer que Brasília está sendo bem tratada pela presidente Dilma?

Com certeza. A nossa presidenta tem um olhar clínico de justiça sobre todo o Brasil. Mas Brasília, além de tudo, é a capital federal e merece um tratamento especial não só do governo federal quanto de todos os brasileiros. E ela tem sido muito generosa com Brasília.

O senhor ainda não declarou qual será sua posição na disputa de outubro ...

Minha disposição é de buscar um novo mandato, até para poder continuar a desempenhar o papel que assumi nos últimos anos.
Mas na chapa de Agnelo ou na da oposição, com Arruda, Roriz ou mesmo Rodrigo Rollemberg?
Não sei ainda, até porque considero legítimas todas essas candidaturas. Mas ainda acho cedo para qualquer definição.

Mas muitos candidatos já estão colocando o bloco na rua, inclusive alguns com discursos bem eleitorais.

Tenho acompanhado tudo isso um pouco de longe, até porque acho que o brasiliense espera de nós mais trabalho e menos discurso. Falar, criticar, discutir, faz parte da política. Mas o que interessa mesmo para a população são os resultados práticos.
 
Podemos deduzir que este é um bom mote de campanha?

 Não sei ao certo. O que sei é que acho que o eleitor vai querer saber o que cada um de nós fez durante o mandato. Eu, por exemplo, trabalhei duro aqui no Senado, em vez de ir para as feiras e para a Rodoviária distribuir santinhos.

Mas, apesar de importante, seu trabalho se limitou a buscar recursos para Brasília?

De jeito nenhum. Tenho buscado constantemente a interlocução com setores organizados da sociedade, como sindicatos, associações e outras entidades de classe. Daí surgiu muitas ideias boas, diversas delas já transformadas em leis.

Por exemplo?

Por exemplo, leis de minha autoria ou relatoria, como a que criou a aposentadoria especial para deficientes físicos, que poderão se aposentar com menos tempo de contribuição, e a autorização para a transferência da concessão de táxis para a viúva ou filhos dos taxistas, uma antiga injustiça que era cometida com essa categoria. No total, tivemos atuação no pleito de mais de 120 categorias.

Defender essas categorias em algum momento não cria uma linha de atrito com o governo?

Se fizermos este trabalho com critério, não. Claro que geralmente essas reivindicações geram discussões, mas quando são justas e legítimas, sempre encontramos respaldo e boa vontade da parte dos integrantes do governo e também dos parlamentares, quando é o caso de votação de algum projeto específico.

 

 

 

Cada um tem seu estilo, mas eu, em vez de ir para as feiras distribuir santinhos, optei por trabalhar duro aqui no Senado”.
Senador Gim Argello


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